Após todo o atraso com o vôo, finalmente embarcamos e nos acomodamos. Pra variar, pro Michel ficou extremamente apertado, pois ele só tem 1,90m de altura e, com a sorte que ele tem, a pessoa à frente dele é sempre a que primeiro vai baixar o encosto da poltrona. Mas viagem de avião, em classe econômica, é assim mesmo. Não tem jeito!
Primeira refeição, achei bem mééééé... pedi carne ao invés de peixe e não me agradou muito, ainda bem que tinha comido bem na sala vip. Não assisti nenhum filme na ida, pra falar a verdade não fiz muita coisa. Tentei dormir, até dei umas cochiladas boas. Ainda antes de pousar em Adhis Abeba, capital da Etiópia, teve outra refeição e, dessa vez, pedi o peixe. Esse sim, estava delicinha! Valeu à pena. Outra coisa ruim, é que pegamos os assentos da janela e do meio de uma das laterais, ou seja, cada vez que quiséssemos ir ao banheiro, teríamos que pedir licença pra moça ao nosso lado. Ainda bem que era uma coreana muito da simpática!
Desembarcamos em Adhis Abeba. O aeroporto é bem grande, espaçoso e parece ser novo. Juro que não é preconceito algum, mas como era fedido aquele lugar. Melhor, não era o lugar, eram as pessoas. Cheiro forte de corpo, de suor mesmo. Acho que foi a única impressão que ficou do lugar, mesmo pq a escala foi bem rápida, só atravessamos o aeroporto pra já entrar na outra fila de embarque, só deu tempo de fazer um xixizinho.
Segunda etapa da viagem, fomos até Bangkok, na Tailândia. A viagem em si, não teve nada de diferente, tudo igual. Como foi de madrugada, estávamos já bem cansados, então dormimos a maior parte do tempo. Mas chegando à Tailândia, foi bem divertido (ou não). Como a escala duraria 8 horas em solo tailandês, nossa ideia inicial era pegar uma sala vip com chuveiro para, pelo menos, dar uma refrescada e descansada. Pois acabaram com nossos planos.
A companhia aérea até o Japão não seria mais a Ethiopian, mudaria para a ANA (All Nippon Airways) e, por conta disso, ainda não tínhamos bilhete de embarque. Para conseguirmos, teríamos que aguardar 3 horas antes do vôo, que era quando o guichê de atendimento começaria a atender. E qual o resultado disso? Não podíamos entrar na Tailândia, nem ir para a área de embarque, onde costumam ficar as salas vip. Ficamos num corredor que atravessava o aeroporto inteiro e não tinha absolutamente nada pra fazer, nem mesmo um quiosque para comermos alguma coisa. Tinha quiosques de câmbio e venda de chip de internet local apenas. A única coisa que havia nesse corredor (o corredor não era apertado, era bastante largo, passava gente pra lá e pra cá, tinha até uns carros que levavam pessoas com dificuldades) era uma máquina de bebida, em geral café e umas bebidas doces. Fomos salvo pelo pacote de bolacha que o Michel havia levado, porque senão ficaríamos mais de 5 horas sem poder comer nada. Detalhe, Michel chegou a deitar num banco e dormiu, que até roncou.
Abriu o guichê da ANA e fomos pra fila. Atendimento leeeento e, com a sorte que estávamos, já pensamos que o cara iria ser bem chato e nos alocar nos piores assentos possíveis do avião. Pois foi aí que nos enganamos. Eu entrei antes no avião, pois era de uma "classe" diferente, quando eu vi o assento fiquei bobo e pensando "Michel vai adorar aqui". Sentamos bem atrás de uma divisão de alas do avião, no centro, com um espaço enorme pras pernas. Ah, já ia me esquecendo de falar, o aeroporto de Bangkok é muito bonito também, com diversos andares, umas artes enormes que tentei tirar foto, mas não saíram tão legais. Na correria, depois de pegar o cartão de embarque, tínhamos que comer algo e deu até tempo de comprar um ímã de geladeira. O atendimento da ANA foi maravilhoso, todas as comissárias de bordo extremamente simpáticas, até um pouco de japonês eu falei. Já entregaram uma sacolinha, para cada passageiro, com um lanche bem caprichado. Até banana tinha! Ainda antes de desembarcar, tivemos um café da manhã tipicamente japonês, com direito a gohan (arroz japonês) e tudo. Se puderem, recomendo muuuuito voar de ANA.
Chegando no Japão, tudo começou a entrar nos eixos. Apesar do cansaço que estávamos, conseguimos passar pela imigração sem maiores problemas (tudo é preparado antecipadamente, fazendo um cadastro num site, em que vc já registra a intenção da viagem, o período, etc etc, bem tecnológico. Chega lá, praticamente só lê o QR Code, passa por um policial federal japonês, onde ele confere seu passaporte e cola a etiqueta, não é carimbo, e te libera). Pegamos nossas malas e demos umas voltas no aeroporto, afinal era bem cedo, por volta de 7h da manhã. Fomos comer algo, paramos ao lado de uma janela onde dava pra ver o monotrilho passando, vista bem legal! Compramos nossos cartões de transporte Suica (tipo o nosso bilhete único aqui de SP) e carregamos, para seguir para Tokyo, finalmente. E é aí que tudo começa a ficar bom, mas é assunto para a próxima postagem!
Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!
PS: esses dois primeiros posts foram mais chatinhos, com poucas fotos e tal, mas prometo que a partir do próximo, tudo ficará mais dinâmico e ilustrado!

















































