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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Diário de Viagem: Japão - Osaka, aquário e Dotonbori

 Após acordar e tomarmos café no hotel mesmo (afinal, era o único hotel com café incluso), era hora de partir de Hiroshima. Destino: Osaka (posso estar muito enganado, mas minha mãe dizia que é a cidade onde minha vó nasceu). Nos dirigimos à estação de Hiroshima, para pegar, pela primeira vez, o shinkansen (trem-bala), agendado para às 9:12h. Pra variar um pouco, chegamos cedo à estação e ficamos sentados na plataforma, olhando o movimento até chegar o nosso trem, vendo diversos passar, inclusive um temático da Hello Kitty (🤢). Sempre imaginei o shinkansen como aquele trem de viagem, que fica uns 5, 10 minutos na plataforma, esperando todos embarcar e desembarcar, mas é quase como um metrô na estação. Todos precisam ser bem ligeiros pra subir ou descer do trem.





Já ouvi falar que a estação de Shinjuku, em Tokyo, é a maior do mundo, com muita gente se perdendo por lá, em meio a um labirinto tremendo. Pois ouso dizer que quem falou isso, não conhece a estação de Osaka. Que loucura é aquilo ali!? Ao chegarmos, procuramos por algum locker pra deixar as malas, pois, pra variar, somente às 15h seria possível fazer check in no hotel. Nós rodamos milhas e milhas dentro daquela estação, procurando pelos armários, olhando mapas. O Google Maps, tão funcional no Japão, dessa vez, não nos ajudou muito pois estamos num local subterrâneo. É uma loucura de umas 5 estações interligadas, com shopping, lojas, praças de alimentação, diversas linhas passando. Por fim, achamos alguns armários, deixamos as malas e tiramos diversas fotos dos arredores, pra conseguirmos encontrar novamente. Como já era do almoço, fomos comer lá dentro mesmo, numa hamburgueria fast-food chamada Zetteria (lanche ok). 


Nosso próximo compromisso era no Kaiyukan Aquarium Osaka, com ingresso de entrada para às 15:00h. Depois de sairmos do metrô, ainda tínhamos que andar uns 700m, então fomos conhecendo o local, pois estava bem cedo. Paramos num konbini, pra comprar um sorvete, que saboreamos do lado de fora e, para nossa surpresa, tinha passarinhos em volta comendo migalhas, um deles veio comer na minha mão. Seguimos pro aquário, mas ainda assim estava cedo, tivemos que esperar um pouco do lado de fora. Como tinha chovido, os bancos estavam molhados, mas conseguimos um lugarzinho seco pra descansar os pés. 







Eu sempre achei aquários incríveis, amo ficar olhando por horas, observando a vida aquática. Mas o aquário de Osaka é belíssimo e enorme! Tem os mais diversos tipos de animais aquáticos e alguns não aquáticos também, mas a variedade e beleza surpreende demais! Depois de muito andar, você se depara com um aquário cilíndrico gigantesco, onde há centenas de peixes de diversas espécies, tartarugas enormes, mas o mais surpreendente são os dois tubarões-baleia (quem assistiu o Procurando Dory, deve se lembrar da Destiny) que habitam o aquário. O que mais me chamou atenção, além desses tubarões, foi o peixe-lua. Há uma história que, durante a pandemia, o peixe-lua ficou depressivo, pois não tinha pessoas passeando pelo local. Ele não comia e começou a se auto-mutilar. Os cuidadores do aquário improvisaram bonecos de papelão, rostos impressos e colocaram ao redor do aquário, que fez com que o animal voltasse a se alimentar. Pra quem gosta de vida animal e marinha, é uma atração imperdível!




























Compartilhada de bbc.com

Ficamos mais de 3 horas lá dentro, entre fotos e vídeos foram mais de 600 registros. Fiquei louco! Fora que eu acho que fiz uma boa amizade com o peixe-lua, até tiramos foto juntos! Voltamos pra Osaka Station, com a missão de procurar nossos armários (até que não foi tão difícil) e seguirmos pro hotel. Ficamos hospedados num hotel resort, mas acabamos não utilizando nenhuma das atrações de lá. A região em que ficamos hospedados era bem boêmia, com bares e restaurantes. Por ser sexta, estava bem movimentado por lá, mas fomos procurar o que comer na Dotonbori. 





Agora pensa num lugar cheio. Pensou? Coloca mais gente nesse seu pensamento e terá a Dotonbori. É um bairro famoso pelas comidas de rua, lojas, restaurantes, barracas com todo tipo de comida, esculturas enormes de bichos (caranguejos, polvo) se movimentando. É famoso também pela ilustração do corredor Glico, pela loja Mega Don Quijote que tem uma roda gigante. É uma loucura! Michel estava meio estressado. Eu queria comer alguma comida de rua, um takoyaki ou algo do tipo, mas ele resmungou que não queria comer em pé. Vamos buscar um sushi de esteirinha. Vimos que tinha um Kura Sushi por perto, mas achamos um outro que resolvemos experimentar. Uma droga! Pagamos caro, por comida ruim (só o inarizushi salvou). Saímos de lá frustrados! Saindo de lá, experimentamos um espetinho de frutas envoltos em açúcar (quase um morango do amor, com menos firúlas), passamos numa farmácia que estava vendendo Kit Kat sabor banana (achamos peculiar) e voltamos pro hotel cansados! 

















Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!

- Imagem dos bonecos com o peixe-lua no aquário, compartilhada de BBC.