Esse foi um dia em que praticamente não tínhamos roteiro. Deixe-me explicar melhor. O roteiro estava feito, mas já tínhamos adiantado algumas coisas como a Takeshita Street e o Omotesando. E ainda bem que fizemos isso, pois no dia havia uma programação que não estava roteirizada. Nosso café da manhã começou diferente. No térreo do prédio onde ficava o hotel, havia uma cafeteria e tinha uma placa que podíamos comprar um voucher pra tomar café lá, foi o que fizemos no dia anterior. Mas foi um dos cafés da manhã mais fracos que tivemos, o konbini era melhor. Foi bom pra conhecermos.
Como era um dia mais tranquilo, seguimos pro metrô e nos dirigimos ao Yoyogi Park, onde fica o Meiji Jingu, que foi inaugurado em 1920 em homenagem ao imperador Meiji. Ele fica no centro do parque, rodeado de muita área verde. Famoso pelo torii de madeira gigante e pelos barris de saquês, o santuário já foi destruído por bombardeios na Segunda Guerra Mundial e reconstruído em 1958. É um lugar bem agradável de se visitar e menos badalado do que alguns templos famosinhos por Tokyo.
Estava cedo para o nosso próximo compromisso, então caminhamos bastante (bastante mesmo) e fomos pros arredores do Palácio Imperial, onde o imperador e sua família vivem. Não se pode chegar tão perto, temos uma visão bem distante, mas os arredores são bem bonitos (e policiados). Mas não tinha muita coisa pra fazer por lá, então só tiramos algumas fotos e fomos procurar algum lugar pra almoçar. Ah, não podia ser diferente, fomos mais uma vez ao kaiten sushi. Comemos bastante!
No dia anterior, no caminho para o Monte Fuji, como a viagem era longa, estava olhando Instagram e, na timeline, apareceu o vídeo de uma influencer estadunidense que tinha estado no Japão há pouco tempo e tinha conhecido a fábrica da maionese Kewpie (aquela famosa do bebezinho). E no vídeo ela explicava como fazia pra visitar, que tinha que fazer uma inscrição pra ir. E não é que eu consegui fazer a tal da inscrição? Fomos alegres pra lá, mas com receio, pois o tour em inglês já estava totalmente esgotado. Havia dois outros tipos de tours, um que, pelo que entendi, era pra crianças e outro pra adultos. Acontece que a diferença entre um tour e outro era apenas a linguagem, no de crianças era utilizada uma fala mais simples, pras crianças entenderem. Mas eu achei que só crianças podiam se inscrever nesse tour, então fomos no de adultos japoneses mesmo. E encaramos como deu, entendendo alguma coisa aqui, outra ali e tentando passar alguma informação pro Michel. Foi bem divertido, conhecer como nasceu a fábrica, como é fabricado, alguns segredos da marca, teve até dinâmica de como se fôssemos funcionários da fábrica e participamos. No final, teve uma degustação, com alguns sabores de maionese fabricados por eles e ainda podíamos escolher uma amostra pra trazer pra casa. Compramos mais algumas coisinhas na lojinha e fomos embora. Durante o tour, não podia tirar fotos.
Fomos mais uma vez pra Akihabara, onde passamos o restante do dia pela Yodobashi, onde comprei meu Apple Watch (um sonho que eu tinha) e mais algumas coisinhas. Voltamos pro hotel mais cedo e o Michel estava com uma feridinha bem feia no pé, que estava doendo muito. Com meu amigo ChatGPT, pesquisei algum medicamento que eu pudesse comprar no Japão, algum tipo de pomada ou coisa do tipo, sem receita médica e parti sozinho para a farmácia. Isso já era mais de 21h. Fiquei um bom tempo na farmácia, pois não estava achando a pomada que o chat recomendou, mas no final deu certo. Ainda dentro da farmácia, resolvi fazer uma chamada de vídeo com a Vanessa, que estava no banco, e, nesse dia, o Lucca tinha ido com ela. Fiz um tour no retorno pro hotel, inclusive passando em um konbini pra mostrar, comprei um sorvete (aquele que dizem que não derrete) e voltei pro hotel, onde nos despedimos e fomos descansar. Michel capotou, eu ainda estava acordado mais de meia noite, tomando banho. Ainda assisti um pedaço de Diabo veste Prada, dublado em japonês, mas no meio do filme também capotei.
Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!
PS: nossa viagem já estava acabando, mas ainda tem muita coisa pra escrever. Depois que terminar o diário, vou falar de algumas coisas como transporte, dinheiro, comida, etc.


























































































































