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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Diário de Viagem: Japão - Fuji-san e Hiroshima

 Na quarta-feira, acordamos muito cedo, terminamos de nos arrumar e rumamos para o aeroporto. Nosso voo partiria às 8:10h, mas como mau brasileiro que sou (o bom brasileiro sempre chegaria em cima da hora), gosto de chegar com, pelo menos 3 horas de antecedência ao aeroporto. Chegamos à estação de Hamamatsuchö, antes mesmo de ela abrir. O primeiro monotrilho partiria às 4:59h e foi ele mesmo que chegamos. Aí vocês me perguntam: pra que ir tão cedo? Pensa que estávamos em outro país, mal falando o básico do básico do idioma, tendo que fazer um check-in e despachar malas. Fora que não havíamos tomado café, íamos comer por lá. Outra dúvida que pode surgir na cabeça de vocês é: por que não foram de shinkansen (trem bala), mas de avião? Primeiramente, porque a passagem é mais barata, além de termos utilizado milhas pra comprar, então, teoricamente, não gastamos nada. Além disso, iríamos andar mais tarde de shinkansen. 


Tomamos nosso café e, pra variar, nosso portão de embarque era o mais distante de todos. E, exatamente, próximo ao nosso portão, não havia nada pra comer, nenhuma loja, nenhum quiosque, então tivemos que ficar meio longinho. Mas como somos prevenidos e chegamos bem cedo, não precisamos correr que nem malucos. Vimos até um avião com tema de Pokemon, pena que não era o nosso. Mas íamos viajar novamente de ANA que, até agora, não viajei com companhia melhor. 





Quando o avião começou a taxiar, já tive minha primeira surpresa: devido ao tempo aberto, do aeroporto dava pra ver a ponta do Monte Fuji. Fiquei extasiado com a visão. Mas não foi só isso: sem querer, eu escolhi o lado correto para que pudéssemos ver o Fuji lindão, do alto. Tirei algumas dezenas de fotos e foi amor à primeira vista. De resto, a viagem foi bem tranquila até Hiroshima. 






Ao chegar ao aeroporto de Hiroshima, procuramos pelo Limusine Bus, mas por lá mesmo, não tiramos nenhuma foto. O aeroporto fica meio longe da cidade, por volta de uma hora e meia de ônibus, então só relaxamos até chegar à Hiroshima Station. Por lá, a primeira coisa que fizemos foi procurar um armário para guardar nossas malas (em toda estação há lockers pagos, para guardar malas, objetos, de diversos tamanhos. É muito prático, poderia ser utilizado em mais partes do mundo), pois, pra variar, o check in no hotel era somente a partir das 15:00h. Compramos uns salgadinhos, só pra enganar um pouco a fome até o almoço e sentamos nuns banquinhos, muito fofos, do Pokémon. 




Fomos caminhar, com destino ao Hiroshima Castle. Foi bom que já conhecemos um pouco dos arredores da estação, já que era uma caminhada caprichada, de uns 30 minutos. O castelo fica dentro de um parque bem charmoso, mas não estava aberto a visitações internas, então tivemos que nos contentar algumas fotos do lado de fora mesmo. Ainda, antes de sair do parque, passamos por um pavilhão tradicional, que fica dentro das muralhas do castelo, onde dava pra ver a visão que se tinha dos canhões de proteção. 















Hora de caminhar, para fora dos muros de proteção e ir em direção ao Parque Memorial da Paz de Hiroshima, pois tínhamos ingressos para as 14:30h. Mas antes, tivemos que fazer uma pausa pra comer. Achamos uma bakery (padaria rs) bem gostosinha, com várias opções apetitosas. 



Depois de comer, fomos de fato para o Memorial da Paz de Hiroshima (Genbaku Dome), que é a construção mais próxima do epicentro que ficou menos destruída e hoje, expressa a esperança pela paz mundial e extinção das bombas atômicas. É impactante ver que, mesmo com a imensa destruição ao redor, o prédio tenha se mantido em pé. 






Fomos, em seguida, ao Museu Memorial da Paz de Hiroshima, que estava lotado. Tirei pouquíssimas fotos lá dentro, pois eu senti uma sensação muito pesada acerca de tudo o que aconteceu e de cenas fortíssimas expostas em quadros, fotos, objetos, etc. Ainda fomos obrigados a ouvir um estadunidense estúpido, querendo comparar a explosão da bomba com os atentados de 11/09. Totalmente absurda e sem nexo algum, fazer esse tipo de comparação. Ao final do passeio no museu, sentamos um pouco para descansar, compramos alguns souvenires na lojinha. Saímos de lá e o parque é cheio de marcos, como monumentos e a chama que só será extinta quando não houver mais bombas atômicas no mundo. 










Voltamos em direção à estação, onde deixamos nossas malas, mas não sem antes passar no Pokémon Center que tinha por lá. Aliás, nosso primeiro Pokémon Center visitado. Fomos em direção ao hotel para deixarmos as malas, tomarmos um banho e nos acomodar. 






Mais tarde, resolvemos sair pra comer. Junto à Hiroshima Station (como a maioria das grandes estações, nas grandes cidades) tem um shopping, com lojas e praça de alimentação. A ideia era comer um okonomiyaki, que é uma espécie de panqueca japonesa (engraçado que lá, pros turistas, eles apresentavam como pizza japonesa). Nessa hora, gastei todo o meu japonês (mentira, o meu sensei me ensinou como falar), pra pedir que o meu viesse sem cebolinha. Quando chegou à mesa, achei que a menina não tivesse entendido, pois estava cheio de coisinhas verdes em cima, mas, na verdade, eram folhas de shiso (uma prima da menta). Estava bem gostoso! Passamos num konbini, atrás de algo doce, pois quando terminamos de comer, o shopping já estava praticamente fechado. Compramos um sanduíche de choco banana. Fomos dormir, pois o dia seguinte seria bem puxado também!





Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!