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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Diário de Viagem: Japão - Meiji e maionese

Esse foi um dia em que praticamente não tínhamos roteiro. Deixe-me explicar melhor. O roteiro estava feito, mas já tínhamos adiantado algumas coisas como a Takeshita Street e o Omotesando. E ainda bem que fizemos isso, pois no dia havia uma programação que não estava roteirizada. Nosso café da manhã começou diferente. No térreo do prédio onde ficava o hotel, havia uma cafeteria e tinha uma placa que podíamos comprar um voucher pra tomar café lá, foi o que fizemos no dia anterior. Mas foi um dos cafés da manhã mais fracos que tivemos, o konbini era melhor. Foi bom pra conhecermos.




Como era um dia mais tranquilo, seguimos pro metrô e nos dirigimos ao Yoyogi Park, onde fica o Meiji Jingu, que foi inaugurado em 1920 em homenagem ao imperador Meiji. Ele fica no centro do parque, rodeado de muita área verde. Famoso pelo torii de madeira gigante e pelos barris de saquês, o santuário já foi destruído por bombardeios na Segunda Guerra Mundial e reconstruído em 1958. É um lugar bem agradável de se visitar e menos badalado do que alguns templos famosinhos por Tokyo. 












Estava cedo para o nosso próximo compromisso, então caminhamos bastante (bastante mesmo) e fomos pros arredores do Palácio Imperial, onde o imperador e sua família vivem. Não se pode chegar tão perto, temos uma visão bem distante, mas os arredores são bem bonitos (e policiados). Mas não tinha muita coisa pra fazer por lá, então só tiramos algumas fotos e fomos procurar algum lugar pra almoçar. Ah, não podia ser diferente, fomos mais uma vez ao kaiten sushi. Comemos bastante!










No dia anterior, no caminho para o Monte Fuji, como a viagem era longa, estava olhando Instagram e, na timeline, apareceu o vídeo de uma influencer estadunidense que tinha estado no Japão há pouco tempo e tinha conhecido a fábrica da maionese Kewpie (aquela famosa do bebezinho). E no vídeo ela explicava como fazia pra visitar, que tinha que fazer uma inscrição pra ir. E não é que eu consegui fazer a tal da inscrição? Fomos alegres pra lá, mas com receio, pois o tour em inglês já estava totalmente esgotado. Havia dois outros tipos de tours, um que, pelo que entendi, era pra crianças e outro pra adultos. Acontece que a diferença entre um tour e outro era apenas a linguagem, no de crianças era utilizada uma fala mais simples, pras crianças entenderem. Mas eu achei que só crianças podiam se inscrever nesse tour, então fomos no de adultos japoneses mesmo. E encaramos como deu, entendendo alguma coisa aqui, outra ali e tentando passar alguma informação pro Michel. Foi bem divertido, conhecer como nasceu a fábrica, como é fabricado, alguns segredos da marca, teve até dinâmica de como se fôssemos funcionários da fábrica e participamos. No final, teve uma degustação, com alguns sabores de maionese fabricados por eles e ainda podíamos escolher uma amostra pra trazer pra casa. Compramos mais algumas coisinhas na lojinha e fomos embora. Durante o tour, não podia tirar fotos. 









Fomos mais uma vez pra Akihabara, onde passamos o restante do dia pela Yodobashi, onde comprei meu Apple Watch (um sonho que eu tinha) e mais algumas coisinhas. Voltamos pro hotel mais cedo e o Michel estava com uma feridinha bem feia no pé, que estava doendo muito. Com meu amigo ChatGPT, pesquisei algum medicamento que eu pudesse comprar no Japão, algum tipo de pomada ou coisa do tipo, sem receita médica e parti sozinho para a farmácia. Isso já era mais de 21h. Fiquei um bom tempo na farmácia, pois não estava achando a pomada que o chat recomendou, mas no final deu certo. Ainda dentro da farmácia, resolvi fazer uma chamada de vídeo com a Vanessa, que estava no banco, e, nesse dia, o Lucca tinha ido com ela. Fiz um tour no retorno pro hotel, inclusive passando em um konbini pra mostrar, comprei um sorvete (aquele que dizem que não derrete) e voltei pro hotel, onde nos despedimos e fomos descansar. Michel capotou, eu ainda estava acordado mais de meia noite, tomando banho. Ainda assisti um pedaço de Diabo veste Prada, dublado em japonês, mas no meio do filme também capotei. 









Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!

PS: nossa viagem já estava acabando, mas ainda tem muita coisa pra escrever. Depois que terminar o diário, vou falar de algumas coisas como transporte, dinheiro, comida, etc. 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Diário de Viagem: Japão - Fuji-san

Era mais um dia muitíssimo esperado, mesmo não tendo nenhum ingresso comprado, nenhum compromisso com horário marcado, mas era dia de ver mais de perto o grande senhor do Japão: o Monte Fuji. Desde que o vi, pela primeira vez, através da janela do avião, fiquei encantado. Agora ia ter a chance de chegar mais perto pra ver esse gigante! Acordamos muito cedo, pois antes das 5h da manhã estávamos tomando café, no quarto do hotel mesmo, que compramos no dia anterior. 



A viagem era razoavelmente longa e estavam programadas algumas paradas, mas todas relacionadas ao Fuji-san. Quando pegamos o trem que ia em direção ao lago Kawaguchi, já tivemos nossa primeira surpresa, pois era um trem temático do Thomas e seus amigos. Estávamos no primeiro vagão, então conseguia ver o maquinista e todo o caminho à frente. Em um determinado, o Monte Fuji já começou a aparecer pela janela. 









Nossa primeira parada era no Chureito Pagoda. Chegamos à estação, doidos pra achar um banheiro, pois estávamos apertados, e, do lado de fora da estação, num estacionamento, havia banheiros químicos para os turistas utilizar. Nos salvou! Fomos em direção ao local onde inicia a subida à pagoda e, pelo caminho, havia alguns vendedores locais, inclusive vendendo a famosa maçã fuji (a verdadeira, que é enorme) e um canteiro todo florido que muitas pessoas paravam pra fotografar. Chegando lá, começamos a subir os, aproximadamente, 500 degraus (sim, eu contei). 








Lá em cima, apesar de bem cheio, conseguimos tirar algumas fotos, mesmo que o Fuji estivesse um pouco tímido, escondido atrás das nuvens. Uma grande pena, já que a vista de lá de cima é linda e valeria cada degrau subido. Resolvemos descer pelo caminho mais longo, que não era de escada, mas uma estrada asfaltada que serpenteava a descida da montanha. Já chegando à base da montanha, o tempo fechou do nada e começou a chover. O Monte Fuji que estava tímido, ficou envergonhado de vez, pois o tempo fechou, mesmo chovendo fraco. Aproveitamos que estava friozinho e compramos uma batata doce na brasa, quentinha, simplesmente deliciosa (até o Michel, que não gosta de batata doce, adorou).





















Pelo roteiro, seguiríamos para o Kawaguchiko (o lago), para tirarmos fotos, mas com o tempo fechado, não adiantaria muita coisa irmos até lá pra tirarmos foto sem poder ver o Fuji, então pulamos essa etapa e fomos para a última, que era o Fuji-Q Highland, um parque de diversões com algumas das melhores montanhas do mundo. Duas delas, inclusive, já foram registradas no Guinness Book, uma como a montanha mais alta (Fujiyama) e a outra com o maior ângulo de descida (Takabisha... sim, o nome é esse mesmo). 







Uma parte do parque está em reforma, então demos uma volta grande por um espaço, mas já logo de entrada, encaramos uma outra montanha russa incrível: a Eejanaika. É uma montanha diferente de tudo o que já tínhamos experimentado antes, pois o carrinho faz voltas e reviravoltas, de repente você está de frente, fez uma curva está de costas, virando de cabeça pra baixo e revirando mais duas vezes. Estávamos a caminho da Takabisha, mas no caminho encontramos a Zokkon, que montamos em uma espécie de moto em alta velocidade. Pensamos que seria bobinha, mas nos divertimos bastante. Ao subir as fotos, percebi que não temos nenhuma foto da Ejjanaika e apenas da entrada da Zokkon. Há também, no parque, uma vila ambientada como um cenário do anime Naruto. 




Finalmente chegamos à Takabisha. As filas não estavam muito grandes, pois se tratava de um dia de semana e tinha uma ou duas excursões de escolas. Do nada, o sol apareceu, deixando o tempo bem quente e, no topo da primeira subida (a maior) da montanha russa, tivemos um deslumbre de ver o Monte Fuji todo à mostra. Uma visão lindíssima que eu não acreditava que estava tendo. Infelizmente, não se pode carregar nenhum pertence nas montanhas russas, você é submetido a 2 detectores de metais, além de inúmeras vezes os funcionários do parque perguntarem se realmente não estamos com nada. Nem uma câmera portátil, presa à sua roupa poderia ser carregada (tem armários em todos os brinquedos). Não só a visão, mas o brinquedo é maravilhoso, cheio de adrenalina, descidas radicais, além da última que é do maior ângulo mais fechado (121º). Saímos de lá, já tirando um monte de fotos, não só da montanha russa, mas do Monte Fuji em si. 







Durante boa parte do dia, estava ventando bastante, motivo pelo qual a Fujiyama estava fechada, mas quando saímos da Takabisha, vimos que ela tinha aberto e seguimos pra lá. É uma montanha russa altíssima e super assustadora. Durante a fila, que demorou um pouco, eu li uma placa dizendo que não era recomendada para quem tinha problemas na coluna, ainda brinquei com o Michel que ele não deveria ir. Dito e feito, saímos da montanha russa, com ele todo troncho, reclamando de dor. E haja analgésico depois. Fomos almoçar e, como ele estava com dores, decidimos que nosso passeio pelo parque já estava concluído. 





Como o tempo tinha aberto e a visão do Fuji estava em 100%, resolvemos seguir para a região dos lagos. Minha vontade era ir ao lago mais afastado e menor, mas que tem uma vista belíssima, mas já era tarde e não daria tempo. Chegando à estação de Kawaguchiko, havia 3 trajetos de ônibus turísticos e pegamos o de cor verde, que nos deixaria num ponto do outro lado do lago, pra termos a visão completa. Acontece que erramos o ponto de descida e tivemos que andar bastante (tadinho do Michel). Quando chegamos numa ponte, estávamos tirando foto, quando uma moça muito simpática (parecia ser do leste europeu) perguntou se queria que ela nos fotografasse e adorei a foto. Voltamos à parada de ônibus em que deveríamos ter descido e esperamos o ônibus de retorno. Como demorou um pouco, tirei diversas fotos, estava totalmente maravilhado!

























Ao chegamos na estação, após ter esperado o ônibus, descobrimos que os trens para voltar a Tokyo eram reduzidos. Nas próximas horas, só iria sair um trem chique, mas que era de lugares reservados. Havia todo um esquema de sinalização com luzes coloridas: a luz vermelha indicava que aquele lugar estava vago e você poderia se sentar (mas alguém numa estação à frente poderia reservar depois); a luz verde indicava que o assento estava reservado ou ocupado; e a luz amarela dizia que você poderia se sentar, porém numa estação posterior já estava reservado para outra pessoa. Tudo confuso. No trecho da primeira estação, conseguimos sentar, mas tivemos que levantar na outra. Fomos em pé mais duas estações e demorou um tantão (cerca de 20 a 30 minutos parados) nessa terceira. O Michel conseguiu sentar (ele estava com dores) e eu segui em pé. De repente, vejo uma família inteira passando pro fundo (estávamos no último de dois vagões) e sumirem. Não sabia se tinham descido ou o que. Fui investigar. Pois a demora nessa estação é que mais vagões estavam sendo acoplados ao trem, sobrando bastantes assentos livres, nos vagões de trás. Fui chamar o Michel e conseguimos ir o resto da viagem sentados e cochilando também. Detalhe, por ser um trem chique, pagamos beeeem mais caro do que os trens de circulação normal, mas conseguimos chegar a Tokyo. Foi tipo um perrengue chique. 


No caminho de volta pro hotel, passamos num konbini e compramos umas saladas pra janta e um suco de maçã. Do quarto do hotel ouvíamos muitas sirenes e, aparentemente, estava tendo alguma comoção lá por perto. Eu entendi que estavam anunciando em auto falantes, para que não fossem pra rua, naquele trecho (mas posso estar enganado). O dia foi bem cansativo, mas um dos que eu mais gostei (isso se não foi o melhor de todos). Michel já medicado dormiu tranquilo. 




Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!

PS: a postagem ficou grande, mas esse dia foi incrível!