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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Diário de Viagem: Japão - Fuji-san

Era mais um dia muitíssimo esperado, mesmo não tendo nenhum ingresso comprado, nenhum compromisso com horário marcado, mas era dia de ver mais de perto o grande senhor do Japão: o Monte Fuji. Desde que o vi, pela primeira vez, através da janela do avião, fiquei encantado. Agora ia ter a chance de chegar mais perto pra ver esse gigante! Acordamos muito cedo, pois antes das 5h da manhã estávamos tomando café, no quarto do hotel mesmo, que compramos no dia anterior. 



A viagem era razoavelmente longa e estavam programadas algumas paradas, mas todas relacionadas ao Fuji-san. Quando pegamos o trem que ia em direção ao lago Kawaguchi, já tivemos nossa primeira surpresa, pois era um trem temático do Thomas e seus amigos. Estávamos no primeiro vagão, então conseguia ver o maquinista e todo o caminho à frente. Em um determinado, o Monte Fuji já começou a aparecer pela janela. 









Nossa primeira parada era no Chureito Pagoda. Chegamos à estação, doidos pra achar um banheiro, pois estávamos apertados, e, do lado de fora da estação, num estacionamento, havia banheiros químicos para os turistas utilizar. Nos salvou! Fomos em direção ao local onde inicia a subida à pagoda e, pelo caminho, havia alguns vendedores locais, inclusive vendendo a famosa maçã fuji (a verdadeira, que é enorme) e um canteiro todo florido que muitas pessoas paravam pra fotografar. Chegando lá, começamos a subir os, aproximadamente, 500 degraus (sim, eu contei). 








Lá em cima, apesar de bem cheio, conseguimos tirar algumas fotos, mesmo que o Fuji estivesse um pouco tímido, escondido atrás das nuvens. Uma grande pena, já que a vista de lá de cima é linda e valeria cada degrau subido. Resolvemos descer pelo caminho mais longo, que não era de escada, mas uma estrada asfaltada que serpenteava a descida da montanha. Já chegando à base da montanha, o tempo fechou do nada e começou a chover. O Monte Fuji que estava tímido, ficou envergonhado de vez, pois o tempo fechou, mesmo chovendo fraco. Aproveitamos que estava friozinho e compramos uma batata doce na brasa, quentinha, simplesmente deliciosa (até o Michel, que não gosta de batata doce, adorou).





















Pelo roteiro, seguiríamos para o Kawaguchiko (o lago), para tirarmos fotos, mas com o tempo fechado, não adiantaria muita coisa irmos até lá pra tirarmos foto sem poder ver o Fuji, então pulamos essa etapa e fomos para a última, que era o Fuji-Q Highland, um parque de diversões com algumas das melhores montanhas do mundo. Duas delas, inclusive, já foram registradas no Guinness Book, uma como a montanha mais alta (Fujiyama) e a outra com o maior ângulo de descida (Takabisha... sim, o nome é esse mesmo). 







Uma parte do parque está em reforma, então demos uma volta grande por um espaço, mas já logo de entrada, encaramos uma outra montanha russa incrível: a Eejanaika. É uma montanha diferente de tudo o que já tínhamos experimentado antes, pois o carrinho faz voltas e reviravoltas, de repente você está de frente, fez uma curva está de costas, virando de cabeça pra baixo e revirando mais duas vezes. Estávamos a caminho da Takabisha, mas no caminho encontramos a Zokkon, que montamos em uma espécie de moto em alta velocidade. Pensamos que seria bobinha, mas nos divertimos bastante. Ao subir as fotos, percebi que não temos nenhuma foto da Ejjanaika e apenas da entrada da Zokkon. Há também, no parque, uma vila ambientada como um cenário do anime Naruto. 




Finalmente chegamos à Takabisha. As filas não estavam muito grandes, pois se tratava de um dia de semana e tinha uma ou duas excursões de escolas. Do nada, o sol apareceu, deixando o tempo bem quente e, no topo da primeira subida (a maior) da montanha russa, tivemos um deslumbre de ver o Monte Fuji todo à mostra. Uma visão lindíssima que eu não acreditava que estava tendo. Infelizmente, não se pode carregar nenhum pertence nas montanhas russas, você é submetido a 2 detectores de metais, além de inúmeras vezes os funcionários do parque perguntarem se realmente não estamos com nada. Nem uma câmera portátil, presa à sua roupa poderia ser carregada (tem armários em todos os brinquedos). Não só a visão, mas o brinquedo é maravilhoso, cheio de adrenalina, descidas radicais, além da última que é do maior ângulo mais fechado (121º). Saímos de lá, já tirando um monte de fotos, não só da montanha russa, mas do Monte Fuji em si. 







Durante boa parte do dia, estava ventando bastante, motivo pelo qual a Fujiyama estava fechada, mas quando saímos da Takabisha, vimos que ela tinha aberto e seguimos pra lá. É uma montanha russa altíssima e super assustadora. Durante a fila, que demorou um pouco, eu li uma placa dizendo que não era recomendada para quem tinha problemas na coluna, ainda brinquei com o Michel que ele não deveria ir. Dito e feito, saímos da montanha russa, com ele todo troncho, reclamando de dor. E haja analgésico depois. Fomos almoçar e, como ele estava com dores, decidimos que nosso passeio pelo parque já estava concluído. 





Como o tempo tinha aberto e a visão do Fuji estava em 100%, resolvemos seguir para a região dos lagos. Minha vontade era ir ao lago mais afastado e menor, mas que tem uma vista belíssima, mas já era tarde e não daria tempo. Chegando à estação de Kawaguchiko, havia 3 trajetos de ônibus turísticos e pegamos o de cor verde, que nos deixaria num ponto do outro lado do lago, pra termos a visão completa. Acontece que erramos o ponto de descida e tivemos que andar bastante (tadinho do Michel). Quando chegamos numa ponte, estávamos tirando foto, quando uma moça muito simpática (parecia ser do leste europeu) perguntou se queria que ela nos fotografasse e adorei a foto. Voltamos à parada de ônibus em que deveríamos ter descido e esperamos o ônibus de retorno. Como demorou um pouco, tirei diversas fotos, estava totalmente maravilhado!

























Ao chegamos na estação, após ter esperado o ônibus, descobrimos que os trens para voltar a Tokyo eram reduzidos. Nas próximas horas, só iria sair um trem chique, mas que era de lugares reservados. Havia todo um esquema de sinalização com luzes coloridas: a luz vermelha indicava que aquele lugar estava vago e você poderia se sentar (mas alguém numa estação à frente poderia reservar depois); a luz verde indicava que o assento estava reservado ou ocupado; e a luz amarela dizia que você poderia se sentar, porém numa estação posterior já estava reservado para outra pessoa. Tudo confuso. No trecho da primeira estação, conseguimos sentar, mas tivemos que levantar na outra. Fomos em pé mais duas estações e demorou um tantão (cerca de 20 a 30 minutos parados) nessa terceira. O Michel conseguiu sentar (ele estava com dores) e eu segui em pé. De repente, vejo uma família inteira passando pro fundo (estávamos no último de dois vagões) e sumirem. Não sabia se tinham descido ou o que. Fui investigar. Pois a demora nessa estação é que mais vagões estavam sendo acoplados ao trem, sobrando bastantes assentos livres, nos vagões de trás. Fui chamar o Michel e conseguimos ir o resto da viagem sentados e cochilando também. Detalhe, por ser um trem chique, pagamos beeeem mais caro do que os trens de circulação normal, mas conseguimos chegar a Tokyo. Foi tipo um perrengue chique. 


No caminho de volta pro hotel, passamos num konbini e compramos umas saladas pra janta e um suco de maçã. Do quarto do hotel ouvíamos muitas sirenes e, aparentemente, estava tendo alguma comoção lá por perto. Eu entendi que estavam anunciando em auto falantes, para que não fossem pra rua, naquele trecho (mas posso estar enganado). O dia foi bem cansativo, mas um dos que eu mais gostei (isso se não foi o melhor de todos). Michel já medicado dormiu tranquilo. 




Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!

PS: a postagem ficou grande, mas esse dia foi incrível!