Na nossa última sexta-feira no Japão, estava programada uma pequena viagem, para Saitama, a cidade onde minha afilhada Giulia nasceu. O motivo nem era esse, mas tínhamos conseguido ingresso para um torneio especial de sumô. Descobri o torneio por mero acaso, fazendo o roteiro e acabei tendo que mudar tudo para conseguir comprar. O detalhe foi que comprei num site japonês (afinal o torneio não é pra turistas, era para o próprio povo japonês assistir) e tivemos que trocar os ingressos numa 7 Eleven. Achei que fosse em alguma das máquinas de auto atendimento que tem por lá, mas ao indagar o rapaz do caixa, ele simplesmente bipou o código de barras e me deu os ingressos.
Tomamos um café rápido no konbini e seguimos viagem. Quem vê pensa que era uma super viagem, mas é como se saíssemos de SP e fôssemos até Jandira ou Itapevi. É perto. Fomos de trem mesmo e, ao chegar à estação de Urawa, pegamos um ônibus até o ginásio que ficava meio isolado. Todo mundo que estava no ônibus, estava indo para o mesmo lugar. Chegamos e havia uma fila enorme (coisa de umas 100 pessoas na nossa frente, quando chegamos) e, pasmem, não existe fila preferencial. Vimos senhores bem idosos, com andador, bengalas, indo pro fim da fila, sem reclamar.
Fomos para nosso espaço e o ginásio estava até que cheio. Teve várias apresentações, algumas lutas amadoras, apresentação de comédia, uma demonstração de como se prepara o cabelo de um lutador de sumô, foi bem legal. Depois começaram as lutas mesmo, inclusive devia ter alguns lutadores famosos, pois tinha torcida e tudo. Pra quem não está familiarizado com o esporte, o objetivo é simples: derrubar um lutador ou tirá-lo da arena, para vencer o confronto. Pode empurrar, carregar, bater com as mãos (nunca com os pés), pode enganar fingindo que vai pra um lado e deixar o outro lutador ir pro outro perdendo o desequilíbrio. Parece bobo, mas é muito legal!
Muita gente tinha levado sua própria comida e comia lá pela arquibancada mesmo ou ainda compravam por lá, alguns bentous (meio chiques) que vendiam por lá. Nós não compramos nada por lá e já passava das 14:00h, quando resolvemos ir embora. Na saída, encontramos com muitos dos lutadores saindo. Tinha um menininho pedindo pra tirar fotos com cada um dos lutadores que passavam. Alguns simplesmente ignoravam, outros adoravam a tietação do garotinho.
Ao chegar de volta à estação de Urawa, procuramos alguma coisa pra comer por lá. Acabamos comprando bobeirinhas num mercadinho local e sentamos na praça pra comer. Como ainda tinha tempo e não havia mais programação, fomos para Shinjuku, explorar lojinhas por lá. Nossa programação oficial estava praticamente encerrada. O resto do tempo era livre.
Quando estávamos voltando para o hotel, compramos algo pra comer e resolvi fazer uma chamada de vídeo com minha prima Denise pra mostrar os arredores e fazer ela matar um pouco da saudade do Japão. Acabei indo até o fim da rua, onde há uma ponte que atravessa o rio Sumida e dá pra ver a Skytree. Como era à noite, ela estava iluminada (e o tempo não estava feio). Subi pra jantar e fomos dormir. Já aos poucos arrumando as malas pra voltar.
Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!






























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