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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Diário de viagem: Japão - Sumô

Na nossa última sexta-feira no Japão, estava programada uma pequena viagem, para Saitama, a cidade onde minha afilhada Giulia nasceu. O motivo nem era esse, mas tínhamos conseguido ingresso para um torneio especial de sumô. Descobri o torneio por mero acaso, fazendo o roteiro e acabei tendo que mudar tudo para conseguir comprar. O detalhe foi que comprei num site japonês (afinal o torneio não é pra turistas, era para o próprio povo japonês assistir) e tivemos que trocar os ingressos numa 7 Eleven. Achei que fosse em alguma das máquinas de auto atendimento que tem por lá, mas ao indagar o rapaz do caixa, ele simplesmente bipou o código de barras e me deu os ingressos. 

Tomamos um café rápido no konbini e seguimos viagem. Quem vê pensa que era uma super viagem, mas é como se saíssemos de SP e fôssemos até Jandira ou Itapevi. É perto. Fomos de trem mesmo e, ao chegar à estação de Urawa, pegamos um ônibus até o ginásio que ficava meio isolado. Todo mundo que estava no ônibus, estava indo para o mesmo lugar. Chegamos e havia uma fila enorme (coisa de umas 100 pessoas na nossa frente, quando chegamos) e, pasmem, não existe fila preferencial. Vimos senhores bem idosos, com andador, bengalas, indo pro fim da fila, sem reclamar. 




Na entrada, estranhamos o fato de receber uma sacola plástica. A princípio achamos que era pra jogarmos os lixos que produzíssemos, mas na verdade era pra colocar o calçado. Para nossa surpresa, o ginásio inteirinho, inclusive arquibancadas, estava todo forrado com plástico no chão. Tem pessoas que, já acostumadas com isso, levam pantufas para não terem que andar descalças. E lá fomos nós, com os tênis na sacola e andando de meia pelo ginásio. Antes de sentarmos nos nossos assentos, resolvi ir ao banheiro. Chegando lá, tinha umas pantufas, pra vc não entrar descalço, pois exatamente a que eu escolhi pra usar, pertencia a alguém, não era do evento. Resolvi colocar meu tênis mesmo e que se lasque. 


Fomos para nosso espaço e o ginásio estava até que cheio. Teve várias apresentações, algumas lutas amadoras, apresentação de comédia, uma demonstração de como se prepara o cabelo de um lutador de sumô, foi bem legal. Depois começaram as lutas mesmo, inclusive devia ter alguns lutadores famosos, pois tinha torcida e tudo. Pra quem não está familiarizado com o esporte, o objetivo é simples: derrubar um lutador ou tirá-lo da arena, para vencer o confronto. Pode empurrar, carregar, bater com as mãos (nunca com os pés), pode enganar fingindo que vai pra um lado e deixar o outro lutador ir pro outro perdendo o desequilíbrio. Parece bobo, mas é muito legal!










Muita gente tinha levado sua própria comida e comia lá pela arquibancada mesmo ou ainda compravam por lá, alguns bentous (meio chiques) que vendiam por lá. Nós não compramos nada por lá e já passava das 14:00h, quando resolvemos ir embora. Na saída, encontramos com muitos dos lutadores saindo. Tinha um menininho pedindo pra tirar fotos com cada um dos lutadores que passavam. Alguns simplesmente ignoravam, outros adoravam a tietação do garotinho. 






Ao chegar de volta à estação de Urawa, procuramos alguma coisa pra comer por lá. Acabamos comprando bobeirinhas num mercadinho local e sentamos na praça pra comer. Como ainda tinha tempo e não havia mais programação, fomos para Shinjuku, explorar lojinhas por lá. Nossa programação oficial estava praticamente encerrada. O resto do tempo era livre. 




Quando estávamos voltando para o hotel, compramos algo pra comer e resolvi fazer uma chamada de vídeo com minha prima Denise pra mostrar os arredores e fazer ela matar um pouco da saudade do Japão. Acabei indo até o fim da rua, onde há uma ponte que atravessa o rio Sumida e dá pra ver a Skytree. Como era à noite, ela estava iluminada (e o tempo não estava feio). Subi pra jantar e fomos dormir. Já aos poucos arrumando as malas pra voltar. 





Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!


terça-feira, 4 de agosto de 2026

Diário de Viagem: Japão - Shibuya, Shinjuku e show de luzes

Foi mais um dia "tranquilo" por Tokyo. Como já havíamos feito algumas das coisas que estava em nosso roteiro, uma parte do dia ficou quase livre. A ideia inicial, era ir cedo pra Shibuya, pra podermos tirar foto, tranquilamente, com a estátua do Hachiko, aquele cachorro shiba que ia todos os dias esperar seu dono na estação, mesmo depois de ele ter morrido (quem quer conhecer um pouco da história, assista ao filme Sempre ao seu lado, com o Richard Gere). Realmente foi um bom momento pra se ir, já que estava bem tranquilo, sem multidão e turistas chatos. 




Depois de tirar algumas fotos com o cachorrinho, seguimos pra Shibuya Crossing, o cruzamento mais famoso do mundo, onde milhares de pessoas atravessam de uma vez. Muita gente passa filmando, para pra fotografar no meio e, curiosamente, parece que ninguém nunca se esbarra. Seguimos de lá para a Starbucks, do Tsutaya, de onde também se tem uma vista mais ampla do cruzamento. Por ser cedo, não havia tantas pessoas, mas aproveitamos para tomar algo enquanto observávamos o movimento. 




Caminhamos mais um pouco pelas ruas de Shibuya, mas fomos para o rio Megurogawa, ver se ainda tinha algumas sakuras pra tirar foto e nos alegrar. Ao sair do metrô, encontramos um mini shopping com uma livraria e uma loja de donuts "I'm donut?", que tínhamos já achado curioso. Tinha uma fila pra comprar, aproximadamente umas 7 pessoas na nossa frente. Compramos alguns donuts e fomos pro lado do rio. Além de não ter sakura, o rio mais parecia um córrego de tão pouco volume de água. Decepcionante!







De lá, fomos para o Hanozono Jinja, um santuário xintoísta do século XVII e é um dos locais prediletos dos empresários, para agradecer por empreendimentos bem sucedidos. Estava tendo uma feirinha de usados por lá, mas nada que chamasse a atenção. Tiramos algumas fotos e o Michel estreando a sua camiseta com os dizeres "Pobre, but international". Ainda paramos um pouquinho à sombra, para descansar. O roteiro tinha uma lacuna bem grande, pois ainda era por volta de 11h da manhã e o nosso próximo compromisso seria apenas às 19:00h. 






Então fomos a algumas lojas, que o Michel havia pesquisado para ver se achávamos alguns itens do jogo Genshin Impact, pra comprar. Fomos em algumas lojas de usados, algumas bem obscuras, mas não encontramos nada que tivesse chamado muito a atenção (a não ser um poncho lindo, de um personagem do jogo, mas que custava uns 12000 ienes). Michel lembrou de outra loja, que ficava um pouco mais longe, mas como estava cedo resolvemos ir. No caminho, paramos pra comer um Doria, que estava bem bom, mas esqueci de tirar fotos. Achamos a tal loja que o Michel queria, mas pra variar só tinha coisinhas de chaveiro, adesivos e coisas sem graça. A única coisa legal que ele achou, foi um livro das receitas que tem no jogo, que ele comprou. Tinha uma loja do Snoopy perto e gastei alguns ienes por lá, inclusive comprei um Snoopy de pelúcia grande, pra fazer companhia pro Doraemon. Voltamos pro hotel, pra deixar as coisas, antes de ir pro restante do roteiro. 








Chegamos ao Tokyo Metropolitan Government Building, o prédio do governo japonês, com mais de 45 andares, que possui um observatório gratuito (e uma fila enorme também). Mas nosso objetivo não era subir ao observatório, mas assistir ao Tokyo Night & Light, que é uma projeção na fachada do prédio. Se o clima estiver bom, nada melhor do que deitar no gramado e assistir tranquilamente. O espetáculo é lindo e bem divertido de assistir. No final da postagem, dê uma olhada nos dois Post Scriptum, que tem uma surpresinha. 







Depois de assistir, procuramos algum lugar onde poderíamos comer um kare ou udon, pois achamos a fusão dos dois: kare udon. Era um restaurantezinho para japonês, nada turístico. Uma única senhora japonesa atendia a todos, inclusive no caixa, correndo pra lá e pra cá. Michel escolheu um tonkatsu kare udon, enquanto eu escolhi uma opção que vinha com todos os ingredientes possíveis dentro (foi um engano, pois eu já tinha visto a palavra em algum lugar, mas ela significava meio que um "tudo" e esse tudo incluía muita cebolinha). Como o kare tem um gosto muito forte, mesmo com a cebolinha consegui comer o "tudo". 

Após jantar, fomos andando até o distrito de luzes de Shinjuku, o Kabukicho, para tirar algumas fotos antes de voltar para o hotel. Fomos andando do restaurante, mesmo sendo um lugar meio escuro, mas até que foi tranquilo e providencial, já que tínhamos que fazer digestão. Tiramos algumas fotos por lá e seguimos de volta pro hotel, mas não sem antes comprar um sorvetinho, pra fechar a noite. 







Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!


PS1: Eu cheguei a gravar o espetáculo inteiro, e subi no meu canal do Youtube que, apesar de não usar muito frequentemente, adoraria que me seguissem lá também. Para ver, é só clicar AQUI.

PS2: Eu prometo que, se o canal chegar a 1000 seguidores, passarei a produzir conteúdos por lá também (como eu sei que isso nunca acontecerá, então posso prometer sem medo hahaha). Pra me seguir, clique AQUI.