Hora de tirar as crianças da sala. No domingo, era o dia que iria acontecer o Kanamara Matsuri, na cidade de Kawasaki. Muita gente já deve ter visto na televisão, lembro de já ter visto até reportagem no Fantástico, mas o festival é aquele que cultua o pênis. Claro que tem uma história por trás, não tem nada a ver com pornografia. O festival acontece em um santuário xintoísta em que há vários monumentos fálicos e ele cultua a boa saúde dos profissionais do sexo, contra ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). Como o festival começava por volta das 12h, resolvemos não acordar tão cedo.
Chegamos na estação de Kawasaki, ainda demos umas voltas pelos arredores e entramos numa galeria cheia de maquininhas de garras, onde só gastamos dinheiro e não ganhamos absolutamente nada. Logo em seguida, nos encaminhamos para o Kanayama Jinja e ao chegarmos, nos deparamos com uma fila enoooorme! Lá vamos nós, enfrentar a fila. Ficamos por volta de uma hora e não tinha distinção de idade, todos que chegavam iam pro fim da fila, seja idoso, pessoas com crianças de colo, etc. Como falei anteriormente, não se trata de um festival pornográfico, os japoneses tem menos tabus e pudores do que nós, brasileiros, por isso havia famílias inteiras participando.
A bem da verdade, achamos bem sem graça. O ponto alto do festival é uma procissão que segue por vários cantos da cidade, com alguns andores carregando símbolos fálicos, mas que acabamos não seguindo. Tirando algumas barraquinhas que havia dentro do santuário (inclusive a fila era pra entrar na área do santuário), onde acabamos comprando alguns doces com formatos peculiares, uma ou outra lembrancinha. Como havia chovido no dia anterior, todo o lugar estava meio enlameado, atrapalhando um pouco a diversão. Depois que a procissão saiu, tudo ficou quieto e acabamos indo embora. De verdade, foi decepcionante!
Voltamos para Tokyo e resolvemos ir para a região da Tokyo Station, uma estação linda, enorme e cheia de lojas. Facinho de se perder lá dentro. As lojas são o principal atrativo e foi onde tivemos nosso primeiro contato com uma loja de Pokemon, mesmo não sendo considerado um Pokemon Center, dava pra se deleitar pra quem gosta. Mas tem várias outras lojas temáticas, inclusive tem um corredor que chamam de rua dos personagens, com lojas do Snoopy, Kirby, Dragon Ball, Sanrio, Ultraman, Kamen Rider, Godzilla... de ficar louco!
Como ainda não tínhamos comido, resolvemos parar um pouco e pesquisar onde comer ali por perto. Acabamos por escolher algo bem típico pra se comer no Japão: comida italiana hahaha. Descobrimos que ali na Tokyo Station, havia um Eataly (pra quem não sabe, o Eataly é uma franquia mundial com lojas/mercados/restaurantes em várias cidades do mundo, como São Paulo, Nova York, Londres, Paris, Tokyo...).
Depois de almoçarmos bem, partimos pra Harajuku, onde a principal atração é a Takeshita Street. A Takeshita Street é conhecida pelas diversas lojas, onde o foco é a moda jovem japonesa, os brechós e a cultura kawaii (fofa). Pensa num lugar lotado de gente, era lá. E sinceramente, nem era muito nossa vibe, mas tínhamos que fazer hora até o nosso compromisso à noite. Tivemos o primeiro contato com o sorvete delicioso Cremia, com uma casquinha de biscoito maravilhosa! Andamos por ali e quando fomos ver, já estávamos no meio de Shinjuku, com muitas lojas famosas. Michel quis entrar na loja da Pop Mart (que ficou muito famosa no mundo, por conta do Labubu), pois ele sabia que havia uma caixinha surpresa do Genshin Impact, que é um jogo chinês que ele joga todo santo dia. Ainda entramos em algumas outras lojas, como a loja conceito da Nike, mas nosso objetivo não era fazer compras, afinal, ainda, íamos viajar pelo Japão.
Paramos numa galeria bem bonitinha com algumas lojas, mas principalmente porque encontramos lugar pra sentar. Tinha um sofá bem tranquilo, onde conseguimos descansar um pouco, pra fazer hora mesmo. Além de cansados, tínhamos uma reserva muito importante para o jantar: o Snoopy Café Sunny Side. Nessa cafeteria-restaurante, existem várias salas que vc pode reservar, onde cabem até 6 pessoas, mas você pode reservar, sem ter que pagar nada a mais por isso, pra qualquer quantidade de pessoas abaixo disso. Cada sala é dedicada a uma cor, eu acabei reservando a sala branca. A comida nem era nada de mais, acabei pegando uma torrada com molho de cogumelos, salada e zóião (ovo frito) e o Michel escolheu uma salada ceasar. Acabamos pegando uma sobremesa cada um e tiramos algumas fotos. Ao sair de lá, antes de voltar pro hotel, acabei indo ao banheiro (nº 1 mesmo) e quase que eu fico preso. Pra entrar, tinha uma senha, mas pra sair, eu não tinha lido que tinha um botão que precisava apertar ao lado da pia, pra destravar a porta. Foi um momentozinho de pânico, pois o Michel não olhava o celular e o café já havia fechado.
Voltamos pro hotel, cansados, mas na estação de Hamamatsuchö, eu sabia que havia um ponto de onde dava pra tirar fotos bonitas da Tokyo Tower e acabamos descobrindo como fica à noite. Contemplem apenas! Até o próximo dia!
Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!
PS: fazer roteiro de viagem, quando você não conhece muito da cidade, não entende as distâncias, às vezes é um pouco complicado. Acabou que cumprimos (quase) tudo do roteiro, porém com alguns espaços grandes sem muito planejamento, pois achei que seria muito apertado o tempo. Mas no fim deu tudo certo!






















































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