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terça-feira, 30 de junho de 2026

Diário de Viagem: Japão - Miyajima e chuva

Depois de um dia de muitas emoções e andança, em Hiroshima, o dia seguinte estava reservado para irmos até Miyajima, uma ilha mais ao sudoeste de Hiroshima, com um santuário famoso, Itsukushima Shrine, com seu toori no meio da água. No próprio hotel, tinha café da manhã bem típico japonês, com arroz, misoshiru, tsukemono etc. Foi o único hotel que tinha café da manhã incluído na hospedagem. O clima estava bem xexelento, frio e chovendo. 


Foi um longo caminho de trem até a estação de Miyajimaguchi, fizemos uma pequena caminhada, onde tínhamos que passar por um túnel, todo estilizado, até a estação da balsa que atravessava para Miyajima. Se algum dia, alguém resolver ir, aconselho que vá cedo, pois conforme o dia vai passando a ilha fica cheia de turistas e você não tem a mesma paz. Estava frio mas, pelo menos, não estava chovendo. 







Descendo da balsa, saindo da estação, você caminha por uma ruazinha cheia de comércio. Um pouco mais à frente, já vê a praia e consegue avistar o toori. Andando pela orla, começamos a ver vários veados andando pela areia, já próximo à entrada do santuário. O santuário fica bem à margem do mar em que a maré muda por volta de 3 vezes ao dia. Há horas que é possível chegar bem próximo ao toori, para tirar foto, por conta da baixa da maré. Não chegamos a ir. Mas o próprio santuário foi construído em estruturas parecidas com palafitas, que sustenta a construção em madeiras acima da água. 














Após contemplarmos a beleza do santuário de madeira, resolvemos subir até o teleférico que sobe até o Monte Misen, para que pudéssemos ter uma boa vista de todo o arredor da ilha. Diferentemente dos meus primos, que subiram andando, eu e o Michel já estávamos morrendo só de subir até onde ficava o teleférico, mas fomos devagar, apreciando a paisagem. Miyajima é conhecida também pelo momiji manju, que é um manju (bolinho com recheio de doce de feijão azuki), com uma massa assada leve, em formato de folha de bordo (a mesma da bandeira do Canadá, mas que no Japão é chamada de momiji). No caminho, encontramos uma casa que estava vendendo e estava quentinho. Simplesmente delicioso!!!










Chegamos, cansados, à estação do teleférico, compramos nossos ingressos e fomos. Era uma cabine fechada, onde cabiam 6 pessoas, sendo 3 de cada lado. A bordo do teleférico, só tínhamos vista para a mata densa que fica em volta do monte. Curiosamente, há uma parada no meio, num monte menor do que o Misen, onde trocamos de carro. De lá de cima, a vista é deslumbrante, sendo possível ver várias ilhas menores que ficam ao redor. Por lá, experimentamos um sorvete de matchá (de maquininhas de venda mesmo). Descemos já pensando no almoço, pois já estava próximo do meio-dia. Quando subimos, pegamos uma fila com umas 10 pessoas na nossa frente. Ao descermos, a fila tinha por volta de 50 pessoas. Por isso o conselho: vá cedo! Viagem não é feita pra dormir! rs












Caminhamos pela rua do comércio, na direção contrária, olhando as lojinhas e restaurantes, mas todos já estavam bem cheios. Acabamos comprando outros momiji manjus, que tinha até outros recheios, mas era bem pra turista, sem graça e mais caro. Retornamos para a estação da balsa, decidindo nosso destino. A princípio tínhamos programado de ir a um outlet, mas o tempo feio e a distância nos desencorajou. Como não almoçamos, acabamos indo a um shopping mesmo, que ficava mais perto do centro. 









Almoçamos em um restaurante especializado em omuraisu (omelete com arroz), mas nossas escolhas não foram das melhores. Não que estivessem ruins, mas não era o omuraisu clássico. O menu do restaurante estava todo em japonês e a mulher não falava uma palavra em inglês. Demos uma boa passeada no shopping e, na hora da volta, estava uma chuva terrível. Não tínhamos carregado os guarda-chuvas e, apesar de estarmos com nossas blusas impermeáveis, a calça, o tênis, a bolsa e as meias não eram. A estação era um pouco longe do shopping, então caminhamos muito na chuva. Ainda chegamos à estação, pegamos trem errado, na direção contrária e tivemos que fazer um malabarismo pra conseguir voltar. Chegamos ao hotel encharcados, mas já com comidinha de konbini, pra jantarmos, tomarmos nosso banho e dormir. O dia seguinte, já iríamos embora de Hiroshima. 





Valeu, pessoal! Ósculos e amplexos a todos! Namastê!


PS: Desculpem a ausência na semana anterior, mas tinha prova de nihongo e estudei bastante. Espero que até o final do relato da viagem, corra tudo bem!


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